Passar por outra situação de separação, mesmo por pouco tempo, é frustrante, triste, marcante...Pois bem, vivi isso depois de 11 anos de casada, dando chance a um relacionamento com um cara bem mais novo, ai acabou, o esperado, mais cedo ainda bem, ai eu me afogei nas mágoas durante dias até que passasse, não deixei de lutar na minha visão deturpada e estupidamente romântica, fustigada pelo inconformismo (mas passei de otária a imbecil na geral, com direito a humilhação gratuita e sem nexo, por favor, já que eu não preciso mesmo disso...e tenho consciencia...), claro, ai percebo e afundo em depressão, choro de amargura pelos erros que cometi e o que não soube administrar porque me meti com alguem mais novo e sem maturidade nenhuma. Fico ansiosa, nervosa, choro durante o dia, vindo do trabalho, andando na rua,uma semana jogada fora nesse dramalhão...tudo isso pq não deu certo, fui abandonada novamente. Tentar se dar uma nova chance de felicidade é um risco, e não é somente de um lado, mas do nosso também. Quando temos problemas psicológicos e emocionais não resolvidos, eles vêm a tona exatamente com quem não tem de vir e escolhendo exatamente o primeiro cara que quer algo mais sério, e passamos por fases ruins mesmo sendo cedo ou não sabendo onde pisar direito ainda. De repente, saio no final de semana, anteriormente encarado como tortura pelo abandono, e tudo é exatamente uma maravilha, um banho de renovação, o lugar muito legal, musica, fico com alguem que mamae bateria palmas, um presente muito bem vindo, mas...o cara lhe pergunta, sem mais, nem menos... " Você namoraria comigo??, sem eu mal o conhecer e ainda nem sabendo do que acabei de passar com outro há um mês... juro, não comecei a gargalhar porque acho que a raça masculina está surtando com tanta mulher e isso é simplesmente muita cerveja na cabeça do belo ragazzo que precisa mostrar sua masculinidade. Eles não sabem mais simplesmente curtir o momento, têm de falar, falar e falar coisas que não existem, só para se dizerem espertos. Promessas, convites que eu nem me importaria em receber, nem cobraria, nem pensaria que outro sujeito faria como o anterior recentemente falecido ( que deus o tenha...) que me causou tanto estrago em curto espaço de tempo...enfim, meus sentimentos não são os mesmos porque a dor se transformou finalmente em conformismo e adeus, e o pior já passou. Vivendo a vida, se divertindo, não deixando a tristeza e a revolta tomarem conta nos frustrando e isolando, podemos reverter o quadro e finalmente voltar a viver normalmente, deixando tudo na lembrança como se fosse há tempos atrás mais uma lição dura de se aprender, mas necessária. Nisso sei que preciso de ajuda para curar problemas anteriores com meu casamento, outras frustrações de muito antes, desde que comecei a sair com alguem, e acho que, apesar da dor de uma semana em prantos e revolta, foi uma lição e um alerta gratificante que me tornarão melhor e mais forte.
Estou gradativamente voltando a ser a pessoa que há um mês atrás era feliz e alegre, motivada e de cabeça pronta para novas aventuras após anos de casamento sofrido. Sinto-me assim, ainda sob protestos de uma amiga que se preocupa em quanto tempo isso vai durar até me apegar novamente com papo desses caras bestas e sem uma ajuda profissional, mas posso dizer, não espero me apegar nem ter nada com ninguém...acho que gostar de alguém é muito bonito, fazer amor ao invés de sexo descompromissado é uma sensação única e linda e vivi isso novamente, agradeço ao meu ex parceiro e torturador rs, não posso negar, mas....mas sem amor próprio, pés no chão e ser resolvida, independente do outro totalmente, não dá. Primeiro, eu, depois, eu, e ainda, eu e meu filho...ai sim, alguém, MERECEDOR POR MÉRITO, PROVA, MADURO, SEGURO E SINCERO, pode entrar e talvez, MESMO, talvez, ser importante tanto quanto minhas baladas, amigas e família de quem tanto gosto. E nao to a fim de abrir mão disso...não por esse bando de caras bestas cujo ego se alimenta das emoções e esperanças femininas. Sinto por eles, mas, infelizmente, não estou mais disponível para quaisquer belas e curtas histórias de paixão. Ja vivi uma suficiente para preencher um prontuário médico de cabeça com tantas atitudes tolas e impensadas de ansiedade e desorientação do espaço alheio e próprio.
E viva a liberdade...
Ah, os trinta anos... a idade perfeita para se congelar...madura, ainda jovem, o meio do caminho. Temos crises aos trinta, somos o sexo forte na verdade e a vida mostra isso com tanta luta que travamos no dia a dia, mas continuamos a sonhar todas com aquele sujeito nos olhando com adoração, gestos atenciosos e voz suave e contente no telefone. Mente quem não quer um cara que simplesmente...se importe...o resto, é bobagem e a gente fala aqui...sem inibições...